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PF deflagra operação contra fraudes de R$ 2 milhões no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Minas

Operação Múltiplas Faces cumpre mandados de busca em três municípios e revela esquema de benefícios fraudados com uso de identidades fictícias.

PF deflagra operação contra fraudes de R$ 2 milhões no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Minas
Jair Amaral/EM/DA Press
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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (26), a Operação Múltiplas Faces, com o objetivo de desarticular um esquema de fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que teria causado prejuízo estimado em R$ 2 milhões aos cofres públicos. A investigação é realizada em parceria com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP).

As equipes da PF cumpriram cinco mandados de busca e apreensão nos municípios de Contagem, Timóteo e Córrego Novo, todos em Minas Gerais. A operação é fruto de um trabalho de inteligência iniciado há meses, após o INSS identificar inconsistências em solicitações de benefícios assistenciais.

Segundo a PF, o grupo criminoso utilizava uma estrutura organizada para criar pessoas fictícias, com uso de documentos falsos, comprovantes de residência adulterados e declarações produzidas com informações inexistentes. A partir desse material, os suspeitos conseguiam aprovar benefícios sociais destinados a pessoas de baixa renda, desviando valores que deveriam atender a população mais vulnerável.

As investigações já identificaram ao menos oito benefícios fraudulentos concedidos indevidamente. Além disso, a PF informou que a operação evitou novos prejuízos ao impedir o pagamento de cerca de R$ 830 mil, que seriam liberados nos próximos meses caso o esquema não tivesse sido desmontado.

De acordo com os investigadores, o grupo atuava de forma repetitiva, utilizando os mesmos padrões de falsificação para alimentar o sistema com cadastros falsos. A suspeita é de que a quadrilha tenha integrantes responsáveis pela produção de documentos, pela inserção dos dados no sistema e pela retirada dos valores após a concessão do benefício.

Os alvos poderão responder por crimes como estelionato qualificado, falsidade ideológica, uso de documento falso, associação criminosa e fraude previdenciária. As penas somadas podem ultrapassar 20 anos de prisão, dependendo da participação individual de cada suspeito.

A Polícia Federal destacou que operações desse tipo têm se tornado cada vez mais frequentes em todo o país, devido ao aumento no número de tentativas de fraude envolvendo benefícios assistenciais e previdenciários. O INSS reforçou que segue investindo em mecanismos tecnológicos e cruzamento de dados para reduzir irregularidades.

As investigações seguem em andamento, e a PF informou que ainda poderá solicitar novas medidas judiciais conforme o avanço da apuração.

 

FONTE/CRÉDITOS: Estado de Minas – 26 de novembro de 2025 / Polícia Federal
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